
Em dezembro de 2014, em videoconferência para a Universidade de Stanford, Jacob Pinheiro Goldberg sentou-se para falar daquilo que o Ocidente mais teme. Deste diálogo nasceu este livro.
Goldberg encara a morte não como ameaça, mas como a mais honesta das interlocutoras — aquela que dá peso a cada gesto, urgência a cada palavra. Um livro sobre encontros e desencontros, sobre se perder e se encontrar.
Dedicado à memória de seus pais, "cada dia e cada noite, mais vivos."
Por que o Ocidente esconde a morte — e o preço de fingir que ela não existe.
Sobre adivinhar e projetar, sobre a perplexidade e as certezas que dois seres trazem.
Como partir de uma posição incerta pode ser, paradoxalmente, partir de uma posição de força.
A morte é uma clandestina na civilização ocidental. Ou você faz o exorcismo dela num exagero melodramático, ou finge que ela não existe — e o cadáver sai pelo elevador de serviço.
Quando duas pessoas se encontram e ambas partem de uma posição incerta, com a segurança da incerteza, elas partem de uma posição de força.
Um encontro sobre encontro e desencontros. Sobre se encontrar e se perder. Sobre adivinhar e projetar. Sobre perplexidade e certezas. Sobre indefinições e destino. Sobre angústia e alegria. Sobre o ignóbil e o sublime.
Quando duas pessoas se encontram, e ambas partem de uma posição incerta — com a segurança da incerteza — elas partem de uma posição de força.
A conversa completa sobre a morte, o viver e o que existe entre os dois.